Nas tardes de novembro, o sol entrava na sala dos avós da Matilde só por pouco tempo. Pousava no tapete como um quadrado amarelo e, devagarinho, ia subindo pela parede até desaparecer.
— Quem me dera guardá-lo — disse a Matilde, sentada no chão. — Assim o Duarte também o via quando chegasse.
O Duarte era o primo pequenino, e só chegava ao fim da tarde, quando o sol já se tinha despedido.
O avô Henrique pensou um bocadinho. Depois foi ao armário e trouxe uma caixa de peças magnéticas: quadrados e triângulos transparentes, com brilhos lá dentro e um efeito de espelho que piscava à luz.
— Guardar o sol é difícil — disse ele. — Mas talvez consigamos construir uma casa onde ele goste de brincar.
A Matilde encostou dois quadrados. Clique! As peças ficaram unidas, como se fossem amigas há muito tempo.
Entusiasmada, foi pondo quadrados uns em cima dos outros, sempre a direito, cada vez mais alto.
— Uma torre até ao teto! — anunciou.
Mas a torre era tão alta e tão estreita que começou a abanar. Abanou, abanou… e deitou-se no tapete, numa fila de peças a brilhar.
A Matilde franziu o nariz.
— Caiu.
— Caiu porque estava sozinha lá em cima — disse o avô. — Experimenta dar-lhe um chão mais largo.
Desta vez, a Matilde espalhou as peças no tapete: um quadrado no meio e triângulos à volta, como as pontas de uma estrela. Ficou a olhar para aquela estrela deitada.
— E agora? — perguntou.
— Agora levantamos as paredes, uma de cada vez.
À volta da estrela, a Matilde ergueu quatro paredes de quadrados. Lá em cima, juntou triângulos que se encostaram uns aos outros, clique, clique, até formarem um telhado em bico.
O castelo não abanou. Era mais baixo do que a torre, mas estava firme como uma casa a sério.
— Agora falta o sol — disse a Matilde.
Com muito cuidado, empurrou o castelo pelo tapete até ao quadrado amarelo. E então aconteceu.
A luz atravessou as peças transparentes e os brilhos acenderam-se. Na parede apareceram manchas de cor, e o efeito de espelho espalhou pontinhos de luz pelo teto.
— Estrelas de dia! — gritou a Matilde.
Ficaram os dois a ver as estrelas mexerem-se devagarinho, sempre que ela rodava o castelo um bocadinho.
Mas o quadrado amarelo continuou a subir pela parede e, pouco a pouco, as estrelas apagaram-se.
— O sol foi-se embora — suspirou a Matilde. — E o Duarte ainda não chegou.
O avô sorriu e apontou para o candeeiro de leitura.
— Este castelo não guarda a luz, Matilde. Mas sabe muito bem devolvê-la. Vamos experimentar?
A Matilde levou o castelo para perto do candeeiro, e o avô acendeu-o. As peças voltaram a brilhar e as estrelas regressaram à parede, um pouco mais pequenas, mas igualmente bonitas.
Quando a campainha tocou, o Duarte entrou a correr e parou de boca aberta.
— Isto é magia?
— Não é magia — explicou a Matilde, toda importante. — É um castelo que gosta de luz. Queres ajudar-me a fazer outro?
E, até à hora do jantar, a sala encheu-se de cliques, de paredes, de telhados em bico e de estrelas pequeninas a dançar no teto.
3 ideias de brincadeiras
Caça às estrelas de luz. Numa tarde de sol, coloquem uma construção junto à janela e procurem, na parede e no teto, os reflexos que as peças com brilho e efeito de espelho fazem aparecer; rodem-na devagar e vejam como mudam.
Torre ou castelo? Construam primeiro uma torre alta e estreita só com quadrados e, depois, um castelo com chão largo e telhado de triângulos; conversem sobre qual se aguenta melhor e porquê.
A estrela no tapete. Espalhem as peças no chão em forma de estrela, como a Matilde, e inventem a partir dela uma construção nova para receber um visitante especial.
Produto em destaque
O Magna-Tiles Stardust reúne peças magnéticas em forma de quadrado e de triângulo, translúcidas, com brilho e efeito de espelho, que se unem para formar torres, castelos e outras construções. Tal como no castelo da Matilde, a luz que passa pelas peças multiplica cores e reflexos.