A Torre do Bom Dia

Numa manhã cheia de luz, a Mila descobre que cada peça da torre dos coelhos pode acordar uma pequena alegria.

3 min de leitura

Criança a empilhar uma pirâmide colorida com uma família de coelhos num quarto luminoso de manhã.

A Mila acordou com um raio de sol no nariz.

Abriu um olho. Depois abriu o outro. O quarto estava muito sossegado, como se ainda estivesse a dormir.

No tapete, à espera dela, estava a pirâmide da família de coelhos.

A peça maior parecia uma casinha cor-de-rosa. A peça azul tinha um coelho de orelhas compridas. A peça verde sorria como um prado pequeno. A amarela brilhava como pão quentinho.

A Mila sentou-se no chão e tocou na primeira peça.

— Bom dia, coelhos — disse baixinho.

Ninguém respondeu. Claro que não. Eram coelhos desenhados.

Mas a Mila tinha uma imaginação acordada antes do pequeno-almoço.

Pôs a peça maior no tapete.

— Esta é a casa da avó Coelha.

Depois colocou outra por cima.

— Esta é a casa do tio Coelho.

A torre ficou um bocadinho torta.

A Mila parou. Olhou. Respirou.

— Devagarinho também conta — disse ela, como a mãe dizia quando os atacadores não queriam fazer laço.

Tirou a peça e tentou outra vez.

Desta vez, a casa ficou direita.

Na sua cabeça, a avó Coelha abriu uma janela.

— Que manhã bonita! — imaginou a Mila.

A Mila sorriu e procurou a peça seguinte. Era azul, fresca como água.

— Aqui mora o primo Coelho, que gosta de lavar as cenouras.

Pôs a peça azul no alto da torre.

A torre abanou só um bocadinho.

A Mila segurou-a com as duas mãos. Não se zangou. Não teve pressa.

Lá fora, um passarinho fez piu-piu.

— Também queres ajudar? — perguntou a Mila.

O passarinho fez outro piu-piu, que parecia um sim pequenino.

Então a Mila contou com os dedos.

— Uma casa. Duas casas. Três casas.

Faltava a peça do telhado.

Era a mais pequena. Tinha cores doces e parecia um chapéu de festa.

A Mila pegou nela com muito cuidado.

Nesse momento, a torre tremeu.

— Oh!

A peça verde escorregou. A azul foi atrás. A casa cor-de-rosa deitou-se de lado no tapete.

A família de coelhos ficou toda espalhada.

A Mila ficou quieta.

Depois deu uma gargalhada curta.

— Afinal ainda estavam todos na cama!

Começou de novo.

Primeiro, a casa grande. Depois, a casa que parecia relva. Depois, a casa azul. Depois, a amarela. Por fim, o telhado.

Desta vez, a torre subiu direitinha.

A Mila bateu palmas de mansinho, para não assustar os coelhos.

Na sua imaginação, uma porta pequenina abriu-se no andar de baixo. Saiu um coelho com avental.

— Quem quer papa de aveia? — perguntou ele.

No andar de cima, outro coelho acenou com uma escova de dentes.

— Primeiro lavar os dentinhos!

No telhado, o coelhinho mais pequeno apareceu com uma bandeirinha invisível.

— Bom dia, mundo!

A Mila levantou os braços.

— Bom dia!

A mãe espreitou à porta.

— Já acordaste a casa toda?

A Mila apontou para a torre.

— Acordei os coelhos. Primeiro fiz cair. Depois fiz outra vez.

A mãe sentou-se ao lado dela.

— Isso chama-se tentar.

— E contar — disse a Mila.

Contaram juntas as peças da pirâmide.

Uma. Duas. Três. Quatro. Cinco.

Depois contaram os coelhos.

Depois contaram os raios de sol no tapete, mas esses fugiam sempre para outro sítio.

A Mila encostou a bochecha à peça maior.

— Amanhã faço uma torre mais alta?

— Amanhã fazes a torre que quiseres — respondeu a mãe.

A Mila olhou para a família de coelhos, todos empilhados na sua casinha colorida.

Parecia que estavam prontos para tomar o pequeno-almoço, lavar as patas e sair para uma aventura no tapete.

Mas primeiro ficaram ali, quietinhos, a guardar a manhã.

E a Mila ficou também.

Porque às vezes uma torre pequena chega para fazer o dia começar grande.

3 ideias de brincadeiras

Torre acordada. Empilhem as peças uma a uma e inventem quem acorda em cada andar: avó coelha, bebé coelho, primo coelho ou outro habitante imaginado.

Conta com carinho. Contem as peças, as cores e os coelhos. Depois desmontem a torre e voltem a contar, celebrando cada tentativa sem pressa.

Casinha no tapete. Usem almofadas, panos ou blocos simples para criar uma pequena aldeia à volta da pirâmide, onde a família de coelhos pode passear.

Produto em destaque

A Pirâmide 123 Família de Coelhos inspira brincadeiras de empilhar, contar e inventar pequenas histórias. É uma presença doce para momentos de descoberta tranquila, com cores, números e personagens que acompanham o ritmo da criança.

Ver produto